
VOCÊ SABE O QUE É UMA QUEIMADA URBANA?
É possível que muitas pessoas, por distração, indiferença ou, talvez, por serem fumantes, sequer saibam (ou sequer percebam) o que é uma queimada urbana. Em Campinas, onde as fumaças já estão incorporadas ao cenário urbano e suburbano, muitos as encaram como a coisa mais natural e, até, se espantam de alguém se importar com elas. Pessoas estas que, possivelmente, já nasceram e cresceram em meio às fumaças. Algo como o sapo de Einstein que, colocado numa panela com água fria, lentamente aquecida, acaba cozido, posto que incapaz de reagir e saltar fora. Com as fumaças, creio, ocorre o mesmo. Ao longo do tempo, acaba-se ficando doente e, até, morrendo intoxicado. Para facilitar, vou descrever, logo mais abaixo, um exemplo de queimada urbana. Um exemplo dramático, paradigma de insensatez, que me marcou intensamente, dentre as centenas de queimadas que venho documentando. Antes, porém....
VOCÊ
SABE O QUE É A FUMAÇA DE UMA QUEIMADA?
A fumaça é, basicamente, composta por
gases e material particulado, tudo muito prejudicial à saúde.
Mais de 70 produtos químicos já foram identificados na fumaça
resultante das queimadas de vegetação (biomassa), sendo que
muitos desses produtos são tóxicos ou têm ação
cancerígena. Os gases tóxicos presentes na fumaça são
aldeídos, dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio
e monóxido de carbono. Uma reação fotoquímica
provoca a síntese de ozônio, que é um gás bastante
tóxico e irritante para as mucosas das vias aéreas e dos demais
órgãos. Nas elevadas alturas (17 a 21 Km), o ozônio bloqueia
parte da radiação ultravioleta mas, aqui em baixo, é
nocivo. Muito dióxido de carbono, também, é liberado
pelas queimadas, contribuindo para o efeito-estufa e aquecimento do planeta.
Mais de 90% da quantidade de partículas encontradas na fumaça,
produzida pela queima de biomassa, consiste de partículas finas, que
medem menos de um centésimo de milímetro, sendo invisíveis
a olho nu. Atingem os pulmões, durante a inspiração do
ar poluído. Essas partículas contém, além de carbono,
hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, muitos deles dotados
de ação carcinogênica (causadoras de câncer), como
o benzopireno.
A queima de lixo libera, também, dioxinas e
furanos. Seria tedioso relacionar todo o arsenal tóxico liberado nas
queimadas feitas em muitas áreas de reciclagem, bem como naquelas provocadas
em lixões e lixinhos clandestinos, onde se queima tudo que
é possível. Entretanto, além de tudo já mencionado,
merece destaque a liberação de metais pesados (chumbo, níquel,
cromo e cádmio) durante a queima de tintas contida em papéis,
plásticos, latas etc, bem como a liberação de compostos
de mercúrio, decorrente da queima de lâmpadas fluorescentes.
A fumaça das queimadas (além das outras
fumaças) é, portanto, uma monstruosidade química ameaçadora
e aterradora, que deve ser banida do nosso convívio.
Diante do exposto, penso que a proibição
de queimar não deve ser, apenas, uma questão de leis e lógica.
Deve converter-se, também, em um dogma. Não pode queimar porque
não pode queimar e está posto! Aceito isso, que cada um busque
as alternativas adequadas, lícitas e responsáveis de dispor
de seus rejeitos, lixos, capim etc.
QUEIMADA-MODELO
DE ESTUPIDEZ
Em um
dia de 2005, voltando para casa, por volta de 18:30 h, passando de carro pela
Vila Nova, Campinas, senti cheiro de fumaça. Procurei e cheguei ao
Jardim Guanabara, bairro vizinho, área tradicional, residencial e comercial.
Em uma propriedade de bom padrão, contendo uma casa vazia, de alvenaria,
cercada por um grande terreno, uns doze montes de folhas, galhos, tacos de
assoalho com sinteco e objetos de plástico estavam queimando. Informaram-me
que dois elementos, vinculados à propriedade, haviam ateado
fogo, por volta das 16 horas, usando álcool. Não bastasse o
crime, havia o agravante de existir uma clínica de especialidades médicas
defronte o local, do outro lado da rua. Era hora de consultas. Havia muitos
pacientes, incluindo-se duas senhoras grávidas. Uma delas passou mal,
pois a fumaça invadiu a clínica, provocando enormes transtornos.
Três pacientes, com afecções respiratórias, precisaram
ir embora. Tudo isso, apesar de pessoas da clínica terem, quase, implorado
para que aqueles elementos não fizessem as queimadas. Porém,
já era a terceira vez que tais elementos vinham ao local,
com esse propósito. Desta vez, não haveria perdão. E
eles perpetraram o crime! E ainda disseram, acintosamente: podem anotar a
placa do nosso carro. E alguém anotou, mesmo! Chamou-se a Guarda Municipal.
Esta, porém, por dispositivo legal, somente atende a esse tipo de ocorrência
de maio a setembro. E assim, em ruas, casas, apartamentos, comércio,
clínicas e outros locais, milhares de pessoas desse bairro, bem como
dos bairros adjacentes, também sofreram, e muito, com as conseqüências
da irresponsabilidade, ignorância, estupidez e insensibilidade
absolutas desses dois péssimos elementos, criminosos ainda
impunes. E continuariam sofrendo, até o amanhecer seguinte, caso alguém
não apagasse as queimadas. Era muito lixo e rejeitos para queimar!
Assim que cheguei ao local, filmei o que ocorria.
Gastei meia-hora para apagar os focos. Dias depois, registrei um BO, no Distrito
Policial da área.
A TERRÍVEL REALIDADE COMO MOTOR DA AÇÃO VOLUNTÁRIA
Queimadas urbanas são um problema crônico, em inúmeras cidades brasileiras. Em Campinas, tais queimadas são endêmicas e representam importante fonte antrópica da poluição atmosférica e do solo urbano e suburbano. Na área urbana de Campinas a média diária de queimadas, durante o período de estiagem (maio a setembro), saltou de 70, em 2003, para 140, em 2004. Não obstante, as queimadas são executadas, em número absurdo, nas quatro estações do ano. Queima-se de tudo, em todos os quadrantes da cidade, (inclusive, na área central) por pessoas de todos os extratos sócio-econômico-culturais, em propriedades públicas ou privadas (terrenos, quintais, hortas, chácaras, fazendas urbanas, áreas abandonadas, pátios/garagens, caçambas, tambores, churrasqueiras, praças, ruas, calçadas, sarjetas, bueiros, canteiros centrais e acostamentos de vias públicas, encostas, pastos, margens de córregos, lixões e lixinhos clandestinos, ferros-velhos, recicladores, sucatões etc).
CONTANDO A HISTÓRIA
Na pré-história
desta ação voluntária, há uns dez anos, era freqüente,
nos finais de tardes, ao chegar em casa, ver, na esquina próxima, um
terreno com chamas e fumaça.. Então, eu enchia um regador e
acabava com a fuzarca, naquele lixinho urbano.
Em meados de 1996, numa tarde de sábado, intervim
em uma grande queima de lixo e rejeitos, em uma garagem, próximo de
casa, naquele que acabaria sendo o início de sete anos de lutas contra
as repetidas queimadas, nesse local.
O marco oficial da história da ação
voluntária contra as queimadas urbanas está, porém,
fincado numa tarde de domingo, em 1997, quando, ao chegar à casa de
minha filha, respirava-se uma atmosfera carregada de fumaça ardida.
Tão logo pude, tratei de ir embora. Chegando em casa, parei o carro
para abrir o portão. Respirava-se uma boa atmosfera e eu pensei: "agora
eu vou respirar esse ar puro, enquanto minha filha e sua mãe continuarão
em meio à fumaça". A consciência doeu e
eu não consegui descer do carro. Retornei os sete quilômetros,
estacionei e fui procurar pela queimada. Era logo ali, em um beco, a trinta
metros. Tentava-se queimar um monte de folhas verdes. Após minha intervenção,
a pessoa, autora da proeza, prontamente jogou água na queimada
e tudo se resolveu.
A partir desse dia, não consegui mais parar.
Esse trabalho tornou-se, quase, uma obsessão, tendo, como ingredientes
indispensáveis, a vigilância e a prontidão para agir.
Nos primeiros meses, eu sequer tinha a consciência de que me tornara
um voluntário e não me apresentava como tal. Essa consciência
veio com o passar do tempo e com a execução das atividades próprias
da ação.
O ano de 2001 foi instituído como o "Ano
Internacional do Voluntariado" e eu já me achava um deles. Não
obstante, alguns queimadores (poucos, é verdade) duvidavam e cobravam
a apresentação de um crachá. Eu nunca tive (e nem desejo)
crachá. Meu crachá é meu RG, onde consta minha
cidadania brasileira. Legalmente, presumo ser o bastante.
Com o tempo, escrevi um folheto informativo, depois
outros. Fiz montagens com artigos de jornais, para distribuir nos locais das
queimadas.
Em novembro de 2003, participei de uma entrevista,
no Programa Conexão Brasil, dirigido pelo Prof. Dr. José
Martins Filho, ex-Reitor da UNICAMP, intitulado "Queimadas, Meio Ambiente
e Saúde", apresentado e reprisado diversas vezes, pela TV Século
XXI, da vizinha cidade de Valinhos. Foi uma experiência muito gratificante.
Em abril de 2004, recebi um telefonema de alguém
que ouvira uma entrevista minha, na Rádio CBN-Campinas, sobre o combate
às queimadas urbanas. Era o jovem João Batista Zabotto, que
já vinha trabalhando como voluntário contra queimadas, na região
de Carlos Gomes, divisa de Campinas com Jaguariúna. A partir daí,
trocamos experiências, folhetos e telefonemas, numa interação
bastante útil.
Aquilo que, no início, era uma ação
contra o incômodo e o desconforto da fumaça, trouxe, com o tempo,
a consciência dos efeitos maléficos das queimadas e da fumaça.
Tudo foi (e continua sendo) um progressivo aprendizado. Inclusive, a percepção
de que o combate às queimadas representa uma ação preventiva
de múltiplas doenças. Afinal, se a ingestão de poucos
mililitros de água contaminada pode provocar sérios danos à
saúde, o que não dizer da inalação de 10 000 litros
de ar poluído, volume diário respirado por um adulto normal?
Os avanços curativos e paliativos da Medicina
são, cada vez mais, notáveis e indispensáveis. Entretanto,
o seu valor mais altruístico continua a ser a profilaxia (prevenção),
ou seja, os conjuntos de medidas e atitudes que visam evitar a ocorrência
e/ou propagação das doenças. Assim, a ação
voluntária contra as queimadas urbanas tem
a pretensão de contribuir nesse mister.
Os objetivos imediatos da ação
voluntária são: (a) prevenir a ocorrência
de queimadas, em situações de risco potencial, quando os responsáveis
são instruídos quanto aos aspectos legais e científicos
das queimadas; (b) demonstrar, de maneira ostensiva, uma
reação às queimadas em curso ou já extintas; (c)
minimizar os danos provocados por queimadas em curso; (d)
esclarecer e sensibilizar praticantes, vizinhos e demais atingidos e (e)
divulgar o ideal antiqueimadas. Os objetivos mediados são:
(a) instar as autoridades competentes, no tocante à
tomada de medidas coercitivas, corretivas e punitivas, para os responsáveis
por queimadas; (b) solicitar e incentivar a participação
de educadores, clérigos, veículos de comunicação
e demais multiplicadores de opinião, no enfrentamento do problema;
(c) fornecer, para educadores, clérigos, veículos
de comunicação, insumos bibliográficos referentes
às queimadas urbanas e temas correlatos.
Muitos foram os resultados positivos, dentro de cada
um dos objetivos mencionados acima. Diversas queimadas, em potencial, foram
evitadas. Incontáveis queimadores, efetiva ou aparentemente, abandonaram
(ou reduziram) a prática de queimar. Outros, foram chamadas às
falas, pelas autoridades e (espero vigiando) devem redirecionar seus comportamentos.
Diversas empresas particulares, bem como instituições educacionais
contatadas, onde antes se faziam queimadas, não queimam mais. Os desafios,
porém, são quase infinitos. Desnecessário dizer que a
ação voluntária representa uma gota d'água num
oceano de poluição atmosférica, onde navegam as naus
dos insensatos. Creio, entretanto, que o trajeto já percorrido representa
um início promissor. Novas etapas podem estar começando, agora,
com a apresentação deste site, cujo
principal objetivo é fornecer material e incentivos
para que ações dessa natureza sejam empreendidas nas demais
áreas de Campinas e em outros municípios brasileiros. Espero
que outras gotas d'água possam se condensar a esta.
N.B. A partir
do ano de 2003, também passamos a atuar (embora em caráter eventual),
na cidade de Londrina (PR), onde, não obstante o problema apresente-se
com menor intensidade relativa, deve merecer toda atenção e
providências das autoridades e da população.
ALGUNS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA AÇÃO
VOLUNTÁRIA
A poluição
atmosférica pode ser letal. Na cidade de São Paulo ela mata,
diariamente, entre 12 e 15 pessoas (CETESB). Em Campinas, quantas seriam as
vítimas fatais? Eu desconheço os números. De minhas andanças,
sei, porém, de duas mortes decorrentes de queimadas em capinzais, há
poucos anos. Também fiquei sabendo da intoxicação de
um bebê de quatro meses de vida, na periferia do Distrito de Souzas
(Campinas), provocada pela queima de capim, rejeitos e lixo, em terrenos-lixões.
"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações"
(Constituição Brasileira, art. 225).
Desenvolvimento sustentável traduzido em ações
pelo documento consensual Agenda 21 "é aquele
que harmoniza o imperativo do crescimento econômico com a promoção
da eqüidade social e a preservação do patrimônio
natural, garantindo assim que as necessidades das atuais gerações
sejam atendidas sem comprometer o atendimento das necessidades das gerações
futuras".
Para se avaliar se o município está
caminhando em direção `a sustentabilidade, diversos indicadores
são apontados, dentre os quais ressaltamos aqueles mais diretamente
relacionados à nossa atividade voluntária: (a)
controle e prevenção da degradação ambiental;
(b) redução do volume de lixo e tratamento
do mesmo; (c) melhoria do nível de saúde (higiene
e prevenção) e educação básica; (d)
acesso `a informação e aos processo de tomada de decisão.
"O Estado e os Municípios providenciarão,
com a participação da coletividade, a preservação,
conservação, defesa, recuperação e melhoria do
meio ambiente natural, artificial e do trabalho, atendidas as peculiaridades
regionais e locais e em harmonia com o desenvolvimento social e econômico".
(Constituição do Estado de São Paulo, art. 191).
MUNICÍPIO SAUDÁVEL
Segundo
a Organização Mundial de Saúde (OMS), município
saudável é aquele que melhora continuamente o seu meio ambiente,
utilizando todos os recursos de sua comunidade. Mesmo nos países ricos,
grandes gastos em saúde não produzem necessariamente uma população
mais saudável. Assim, a OMS propôs a promoção de
saúde por meio de investimentos em qualidade de vida e melhoria do
ambiente em que se vive.
De acordo com a Dra Rosilda Mendes, pesquisadora da
USP, produzir saúde, socialmente, é gerar processos participantes
e orientá-los.
Para a OMS, um município se torna saudável
quando seus líderes políticos, organizações locais
e cidadãos comprometem-se e iniciam o processo de melhorar contínua
e progressivamente as condições de saúde e a qualidade
de vida dos habitantes do local. Dentre as ações propostas pela
OMS estão a melhoria do meio ambiente (como qualidade do ar e saneamento
básico, no caso das áreas urbanas) e a prevenção
de doenças específicas da região. Para melhorar a qualidade
de vida das cidades, o setor privado, o terceiro setor (ONGs) e a população
devem trabalhar em conjunto, apoiadas por um gestor municipal. (Extratos de:
Righetti, S. Condições ambientais e bem estar social são
fatores que influenciam saúde da população. Ciência
e Cultura, 56(2):6-7, 2004).
EDUCANDO PARA UM MEIO AMBIENTE MELHOR
"Cabe
ao Estado promover ações para a educação ambiental
e a conscientização pública para a preservação,
conservação e recuperação do meio ambiente"
(Constituição do Estado de São Paulo, art. 193 do inciso
XV).
A Lei Federal n° 9.795, de 27 de abril de 1999,
dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental
e dá outras providências. Dela, destacamos os pontos
mais diretamente relacionados com nossa ação voluntária:
Art. 1°. Entendem-se por educação
ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade
constróem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum
do povo e essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Art. 2°. A educação ambiental
é um componente essencial e permanente da educação nacional,
devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades
do processo educativo, em caráter formal
e não-formal.
Art. 3°, inciso VI. Incumbe à sociedade,
como um todo, manter atenção permanente à formação
de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação
individual e coletiva voltada para a prevenção,
a identificação e a solução de problemas ambientais.
Art. 4°. São princípios da educação
ambiental: inciso I: o enfoque humanista, holístico, democrático
e participante; inciso II: o pluralismo de idéias e concepções
pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;
inciso VIII: o reconhecimento e o respeito à pluralidade e `diversidade
individual e cultural.
Art. 5°. São objetivos fundamentais da
educação ambiental: inciso I: o desenvolvimento de uma compreensão
integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações,
envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos
, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
inciso II: a garantia de democratização das informações
ambientais; inciso IV: o incentivo `a participação individual
e coletiva, permanente e responsável, na observação do
equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade
ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania.
Art. 13. Entendem-se por educação
ambiental não-formal as ações e práticas
educativas voltadas à sensibilização da coletividade
sobre as questões ambientais e à sua organização
e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Estado,
aos Municípios e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá-lo para as gerações presentes e futuras, garantido-se
a proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais
(Constituição do Estado do Paraná, art. 207).
Cabe ao Poder Público, na forma da lei, para
assegurar a efetividade deste direito, incentivar as atividades privadas de
conservação ambiental (§ 1° , inciso XVIII da Constituição
Estadual do Paraná).
FINAL
A desigualdade
é o calcanhar de Aquiles da civilização brasileira. Todo
o progresso conquistado por gerações, em todos os campos em
que isso foi observado, esbarra na marca infame muitas vezes crescente da
desigualdade. Não é diferente no campo da saúde. Os indicadores
regionais e os referentes a diferentes grupos sociais, dentro de cada região,
demonstram a profunda discriminação social quanto à saúde,
seja nos padrões de morbidade, de mortalidade, no acesso aos serviços,
na qualidade do atendimento, na disponibilidade de infra-estrutura sanitária,
enfim, em qualquer aspecto da intervenção pública ou
privada atinente à mesma (Guimarães, R. Pesquisa em saúde
e reforma sanitária. Ciência e Cultura, 57(1):37-8,
2005).
Tendo em vista o quadro de situação
pré-falimentar de setores de saúde pública no Brasil,
com precária satisfação das necessidades da população,
aliado aos elevados custos dos medicamentos e serviços, parece-me bastante
apropriada atenção especial para a adoção de medidas
profiláticas em saúde, sempre de menor custo e maior eficácia.
AGRADECIMENTO
Finalmente, externo aqui minha gratidão a todos
que, direta ou indiretamente, tornaram possível e efetiva esta ação
voluntária, assim como colaboraram, de múltiplas formas, na
construção deste site, em especial, aos integrantes
da Sitx Web - Desenvolvimento de Web Sites.
DO AUTOR DA AÇÃO VOLUNTÁRIA E DO SITE: Edson Delattre - Biomédico formado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Especialista em Metodologia do Ensino Superior (UEL). Mestre em Biologia na área de Fisiologia e Biofísica (UNICAMP). Doutor em Ciências, na área de Fisiologia (UNICAMP).

Obs: O desenho é meramente ilustrativo e simbólico, tendo em vista que, em apenas uma ocasião fiz uso de extintor, para tentar apagar uma queimada. Foi há cerca de quatro anos, quando descarreguei, sem sucesso, o extintor do carro (já fora da validade), durante queima, em um antigo lixão da Rua dos Nhambiquaras, Vila Costa e Silva, Campinas.